A comparação dos valores de 2020 e de 2021 dos treze indicadores de privação material e social adotados pelo sistema estatístico europeu no âmbito da estratégia 2030 permite evidenciar quais os itens em que a privação das famílias é mais fortemente sentida neste período de crise económica e social. Possibilitam, igualmente, antever em relação a alguns indicadores um desagravamento da situação de 2021 comparativamente a 2020.
Entre os indicadores que traduzem uma situação de vulnerabilidade material e social mais elevada em 2021 destacam-se: 37,9% dos indivíduos declara não possibilidade de substituição do mobiliário usado (38,2 em 2020); 36,6% não têm capacidade para pagar uma semana de férias, por ano fora de casa (38,0% em 2020); 31,1% dizem que não têm capacidade para assegurar o pagamento imediato de uma despesa inesperada próxima do valor da linha de pobreza (39,7% em 2020); 16,4% declaram não disporem de capacidade financeira para manter a casa adequadamente aquecida (17,4% em 2021).
Pelo profundo impacto social que apresenta saliente-se ainda que 6,9% dos inquiridos no inquérito do INE revelam possuir atrasos, motivado por dificuldades económicas, em algum dos pagamentos regulares relativos a rendas, prestações, créditos, etc. Em 2020, este valor de 5,4%).
Fonte: INE ICOR 2021
Nota: Novo indicador do Eurostat no âmbito da estratégia Europa 2030